A Covid-19 e a volta às aulas: remotas ou presenciais

Paralisadas pelo pânico decorrente da pandemia provocada pela Covid-19, o fechamento das escolas trouxe consequências para a aprendizagem dos alunos. Em 2021 ainda é uma incógnita no diz a respeito ao retorno das aulas presenciais. O governo Federal através da portaria nº 1.096 do MEC prevê o retorno às aulas presenciais nas Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e as Instituições Privadas de Ensino Superior (Ipes), no âmbito da educação profissional técnica de nível médio, deve ocorrer a partir de 1º de março de 2021. E a Educação Básica que compreende desde da Educação Infantil ao Ensino Médio, como fica nesta situação? E os pais, teriam coragem de mandar seus filhos para as escolas sem a vacinação em massa? No Estado do Rio de Janeiro o Secretário Estadual de Educação Comte Bittencourt apresentou, na Assembleia Legislativa (Alerj), dois planos para o próximo ano letivo, no Rio de Janeiro. A previsão é de que as aulas comecem no dia 1º de março com o ensino híbrido, mas como ficam os professores, funcionários de apoio e até mesmo os alunos que se encontram em grupo de risco? Como expor tais vidas nas aglomerações das unidades escolares?

É notório que as aulas a distância não trazem resultados de uma aprendizagem significativa, muitos alunos já apresentam dificuldades em sua aprendizagem nos moldes do ensino presencial e tais são mais fáceis de serem sanadas dentro da sala de aula. Falar em ensino remoto, torna-se uma problemática que não envolve somente a vida acadêmica dos alunos mas também interfere em toda rotina de pais que tem que se dobrar para explicar os conteúdos aos seus filhos.

Além desta perspectiva vem ao questionamento sobre os próprios professores que são levados a se tornarem yoturbers, dominar as tecnologias e claro investir em uma internet de qualidade e acima de tudo bons aparelhos celulares. Aliado ainda a falta de interesse de alunos que não se preocupam com as aulas remotas.

Falar em ensino hibrido ou remoto nos faz pensarmos em alguns pontos, que vão desde da segregação social pela falta de internet, computadores e até mesmo celulares. Outro ponto relevante a ser discutido é a forma de avaliação destes alunos, pois na rede pública de Santo Antônio de Pádua-RJ, no ano letivo de 2020 aprovaram uma lei sem a participação de pais, alunos e professores onde os alunos iriam ser “promovidos” mesmo sem ter participado das aulas remotas, o que provocou revolta em muitos alunos que se dedicaram em participarem das aulas remotas. E eis a pergunta, será que estes alunos vão se interessar em participar das aulas remotas este ano, sendo que sabem que serão “promovidos” no final do ano letivo de 2021?

Ainda não se teve manifestação sobre o retorno das aulas na rede municipal de Santo Antônio de Pádua, mas existe um problema a ser resolvido, uma equação que precisa ser ponderado e analisada de forma coerente, justa e que promova a igualdade de direito a educação. Falar em retorno das aulas presenciais sem a vacina e principalmente sem a vacinação em massa da população é um suicídio pois será impossível conter os contatos entres os alunos.

E necessário que haja um estudo mais profundo sobre tal tema, é relevante que o ensino remoto não traz uma educação de qualidade, até porque as escolas públicas não possuem estruturas para atender tal método, principalmente as redes municipais de educação, visto que muitos alunos residem em áreas rurais onde são desprovidas de sinal de telefone e até mesmo a internet. Porem por outro lado voltar as aulas de forma presencial, pode até proporcionar uma aprendizagem de qualidade, mas a que preço teremos que pagar para com nossos alunos, professores e familiares, será que a vida é tão banal que não tem valor?

Colunista: Professor Claudevan Silva

Professor da Rede Municipal , Licenciado em Pedagogia pela ISE Pádua, Licenciado em História pela UNIFACVEST, Pós Graduado em Psicopedagogia pela UNIVERSO, Pos graduado em Artes Visuais pela Faculdade São Luís, Pós graduado em Ensino da História pela UCAM.

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