CORREIOS AMEAÇAM NOVA GREVE NOS PRÓXIMOS DIAS

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos rejeitou, no último dia 30, a proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de prorrogar por mais 30 dias as cláusulas do atual acordo coletivo de trabalho dos funcionários da empresa.

Com isso, os funcionários que estavam desde julho em estado de greve, podem paralisar os trabalhos em breve, um ato está marcado para esta quarta-feira (dia 4/09) em frente à sede dos Correios no Rio de Janeiro.

Uma das entidades que solicitou a mediação do TST foi a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect).

O porta-voz, Douglas Melo disse que a categoria continua disposta a negociar e que no próximo dia 10 será realizada uma assembleia para tentar manter aberto o diálogo com a ECT, caso não haja nenhum avanço, a categoria deve entrar em greve.


A ECT não participou efetivamente do processo de negociação, nós queremos continuar, aceitamos a proposta do TST de prorrogar mais uma vez o acordo. Se a ECT não quiser mais, vamos aprovar uma greve a partir das 22 horas do dia 10.

Para Melo, a falta de diálogo da ECT é uma justificativa para privatizar. A empresa é uma das estatais que está nos planos de privatização do governo federal.

A empresa está jogando os trabalhadores para uma greve para justificar a privatização, sendo que é uma empresa que lucra, atende a toda população, todos os municiípios do país. Hoje estamos com 27 mil trabalhadores a menos do que há cinco anos e a empresa lucra mais do que antes disse.

Mediação frustrada

O Tribunal estava fazendo a mediação pré-processual. Com a negativa, uma das partes pode ajuizar uma ação para o dissídio coletivo e o Tribunal deve julgar a reclamação trabalhista, segundo informou a assessoria.

Uma das principais reivindicações dos trabalhadores era a manutenção do plano de saúde para os pais dos funcionários dos Correios que se encontram em tratamento, além do direito aos atendimentos de urgência e de emergência.

Desde abril, o vice-presidente do TST, ministro Renato de Lacerda Paiva tentava articular o acordo, que também trata do reajuste salarial.

No final de julho, a categoria aceitou suspender a greve já anunciada mediante a prorrogação dos termos do acordo até o dia 31/8.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *