Em cerimônia no Cristo Redentor, RJ inicia vacinação contra a Covid-19

A técnica de enfermagem Dulcinéia da Silva Lopes, 54 anos e Teresinha da Conceição, 80 anos: as duas primeiras vacinadas no Rio de Janeiro.

O Rio de Janeiro iniciou o processo de vacinação contra a Covid-19 nesta segunda-feira (18). O imunizante foi aplicado em um ato simbólico aos pés do Cristo Redentor. As técnicas em enfermagem Dulcinéia da Silva Lopes e Teresinha da Conceição foram as primeiras cariocas a receberem a vacina.

O evento gerou uma aglomeração entre os profissionais, políticos e a imprensa presente no local. A imunização no estado carioca usou a vacina Coronavac, aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no domingo (17).

Por unanimidade, a diretoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou, com ressalvas, no domingo (17), o uso emergencial das vacinas de Oxford/AstraZeneca e da Coronavac.

Análise da eficácia das vacinas

O gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, disse que, apesar da falta de dados sobre as vacinas, o uso dos imunizantes teria benefícios pelo estágio da pandemia no Brasil e ausência de uma alternativa terapêutica contra a Covid-19.

A área técnica do órgão regulador recomendou nesse domingo (17) a aprovação do uso emergencial da Oxford/AstraZeneca e da Coronavac. Nos dois casos, a recomendação foi para aprovação com monitoramento das “incertezas e reavaliação periódica” dos dados o imunizante.

A eficácia geral da vacina de Oxford é de 70,42%, calculou a agência. O dado considera mais de uma forma de aplicação e intervalo entre doses. No Brasil, com duas doses, a eficácia ficou em 62%. No caso da Coronavac, a eficácia calculada é de 50,39%.

Mendes apontou ainda uma série de dados para comprovar que o produto importado da Índia é equivalente ao que a AstraZeneca pretende, no futuro, registrar no Brasil. “Pode constituir produtos diferentes, ainda que possuam categorias similares”, disse.

O gerente-geral afirmou também que há dúvidas sobre a eficácia dos imunizantes na população acima de 65 anos e sobre resultados do uso de doses mais baixas ou da aplicação de apenas uma dose.

Ele ainda afirmou que os dados não permitem conclusões sobre a eficácia no grau mais grave da doença. “Existe tendência favorável à proteção, mas precisamos acompanhar mais de perto.

Fonte: CNN BRASIL / Foto Capa: CNN BRASIL

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