Polícia Federal cumpre 25 mandados, fraude em licitações na área de saúde em Carapebus, Macaé, Itaperuna,Campos e S.J.B

Operação Scepticus cumpre 25 mandados e busca em órgãos públicos e em endereços de empresas e pessoas físicas .

A Polícia Federal, em ação conjunta com o MPF e CGU, deflagrou nesta terça-feira (9/6) a operação SCEPTICUS, com o objetivo de apurar fraudes em licitações no Fundo Municipal de Saúde do Município de Carapebus/RJ.

A ação de hoje mobilizou 80 policiais federais, além de servidores do MPF e CGU e visa cumprir 25 mandados de busca e apreensão na Prefeitura Municipal de Carapebus, na Secretaria Municipal de Saúde e Fundo Municipal de Saúde, além de endereços de empresas e pessoas físicas situados nas cidades de Carapebus, Duas Barras, Campos dos Goytacazes, São João da Barra, Itaperuna, Macaé, Armação de Búzios e Vitória/ES, todos expedidos pela Vara Federal da Subseção Judiciária de Macaé.

A apuração conjunta realizada pelos órgãos de investigação criminal e de fiscalização e controle identificou indícios de fraude em dispensas de licitação realizadas para aquisição de medicamentos, equipamentos de proteção individual (EPIs), testes rápidos para detecção do COVID-19, locação de equipamentos e insumos hospitalares e contratação de empresa para montagem de hospital de campanha.

Dentre os indícios de fraudes verificados estão: a escolha de empresas antes mesmo da instauração de processos de licitação; empresas com sede em endereços residenciais, sem empregados e bens; contratação de fornecedor que possui vínculo familiar com servidor lotado na Secretaria de Saúde.

A soma de recursos públicos envolvidos nas dispensas de licitação investigadas alcança a cifra de aproximadamente R$ 4,7 milhões.

A palavra de origem latina scepticus significa ceticismo, que traduz a falta de crença nas ações empreendidas pelos agentes públicos e empresários investigados no combate ao COVID-19.

Um comentário em “Polícia Federal cumpre 25 mandados, fraude em licitações na área de saúde em Carapebus, Macaé, Itaperuna,Campos e S.J.B”

  1. Igualmente a centenária política antidrogas onde a regra é não ir na origem do problema, o DESVIO de verba pública, por agentes públicos eleitos, legalmente, pra serem gestores temporários do patrimônio público, dia após dia continua o mesmo. O custo benefício pra esses (pseudo)gestores parece não importar.

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