Ações da Prefeitura contra Covid conduzem Campos à Fase Branca

Membros do Gabinete reforçaram a participação da população com a prevenção e a imunização, sendo mantida a obrigatoriedade do uso de máscaras até se alcançar a taxa de 80% de cobertura vacinal

O conjunto de ações da prefeitura de Campos, como a garantia de leitos no pico mais crítico de internações, a vacinação acelerada e testagem em massa, e medidas restritivas discutidas com a sociedade, conduziram o município à Fase Branca, confirmada pelo Gabinete de Crise e Combate à Covid-19, em reunião nesta segunda-feira (22). No encontro, os membros do Gabinete reforçaram a participação da população com a prevenção e a imunização, sendo mantida a obrigatoriedade do uso de máscaras até se alcançar a taxa de 80% de cobertura vacinal. O Diário Oficial do Município vai publicar Decreto com novas flexibilizações do protocolo “Regras da Vida”.


A Fase Branca, tendo como referência indicadores da epidemiologia, foi anunciada pelo Prefeito Wladimir Garotinho no sábado passado, quando destacou a aposta do município pela Ciência, reforçando, também, a estratégia de vacinação: “Nossa cidade fez o dever de casa e vamos para a Fase Branca. Resultado da vacinação em massa, onde mais de 80% (adultos) já tomou a segunda dose. Ainda são necessários os cuidados pessoais e individuais de cada um, mas a vida vai voltando ao normal. Quem ainda não se vacinou, faça isso pelo bem coletivo e pelo seu”.

A reunião do Gabinete, realizada eletronicamente, foi conduzida pelo Secretário Municipal de Saúde, Paulo Hirano; com a participação do Subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Promoção de Saúde, Charbel Kury; coordenadora da Vigilância Sanitária, Vera Cardoso; e o Subchefe do Gabinete do Vice-Prefeito, Sérgio Cunha.

O Secretário de Saúde, Paulo Hirano, iniciou a reunião relembrando as duas notícias importantes na área de assistência à população, o Mutirão da Saúde, para realização de 40 mil procedimentos, e o lançamento das obras de reformulação e modernização do Hospital Geral de Guarus (HGG), com a presença do Governador Cláudio Castro, no dia 29 de novembro, às 9h. “Estamos em um momento importante e mais avançado no controle da pandemia. E é importante citar que fomos norteados sempre pela Ciência, que nós conseguimos garantir na nossa cidade o número de leitos necessários em terapia intensiva, mais de 126 leitos, no momento mais crítico. E hoje temos taxa de internação muito pequena”, pontuou Hirano.

O Secretário de Saúde falou, ainda, da importância de ações da prefeitura, como a criação do Gabinete de Crise, que “discutiu toda as medidas restritivas com a sociedade civil, o que sempre nos deixou muito seguro”, e medidas inovadoras, como a vigilância genômica de variantes do vírus, o algorítimo de projeção que previu as taxas de contágio, entre outras. Hirano defendeu a participação maciça da população na campanha de vacinação e na manutenção da “atenção redobrada, com uso de máscaras e completando o ciclo da imunização”, principalmente em função das festas de fim de ano.

Após a saudação aos participantes do encontro, o Secretário Paulo Hirano passou a palavra para o Subsecretário de Atenção Básica, Charbel Kury, para exibição dos dados referentes à Covid, na 23ª reunião do Gabinete de Crise, criado em janeiro de 2021 pelo prefeito Wladimir Garotinho. “Quando você está na posição de gestão pública, você tem que trabalhar com duas vertentes: mitigar e controlar. Mitigar é suavizar, reduzir encontros sociais para evitar transmissão e controle é a vacinação em massa”, explicou Charbell. O epidemiologista realçou a agressividade e letalidade do novo coronavírus, de natureza RNA, com características únicas: furar barreiras sanitárias, de ser transmitido por aerossóis (em suspensão no ar), de gerar variantes letais.

Charbell lembrou que Campos tem maior rigor para classificar e que os indicadores os levam à classificação de Fase Branca: internação, óbitos, casos e fila de espera, esse último parâmetro não aplicado pelo Estado, o que. “Nunca vivemos esse momento nas internações desde de que começou o agravamento da pandemia”, explicou Charbell sobre as internações, com zero por cento de leitos clínicos na rede privada e SUS. “Mas a guerra não acabou ainda, é preciso continuar com ações de vacinação e de testagem em massa, que em Campos está definida para nove pontos e está sendo programado um para a praia de Farol de São Thomé, em função do verão”, enfatizou Charbell.

“Eu tenho medo da tranquilidade. A minha avó dizia que as águas paradas sempre foram as mais profundas, eu tenho receio desse silêncio. A Europa já passou por esse silêncio e, agora, acordou em guerra com a quarta onda”, sinalizou o epidemiologista, lembrando os algorítimos de projeção, ferramenta criada por Campos, que apontam para baixo contágio e internação em outubro e novembro, mas que não podem ser considerados encerramento da pandemia.

“Se você não tomou vacina ainda, o contágio vai te alcançar. Pessoas não vacinadas têm 17% mais chances de serem internadas. O que fez a diferença da internação em Campos, que era de ocupação de mais de 150% antes da vacinação, e a de hoje de zero por cento, foi a vacinação”, enfatizou Charbell, sobre a efetividade da vacina, destacando ainda ser necessário completar a cobertura de imunização e a aplicação de doses de reforço, que devem ocorrer com intercâmbio de doses, para assegurar maior eficácia.

A coordenadora da Vigilância Sanitária, Vera Cardoso, sugeriu que a fiscalização em Campos chegue a um momento de fiscalização diferente, como por exemplo, a obrigatoriedade de apresentação do Cartão Digital Conect SUS para venda antecipada de ingressos e bilhetes, por exemplo, para eventos, shows, para evitar fraudes com apresentação de comprovantes impressos falsos.

“Até que possamos tirar as nossas máscaras, temos muitas vacinas para colocar em dia”, lembrando que a imunidade de rebanho só atingida ao de 80% da população vacinada. “Temos ainda 40 mil adolescentes e adultos que não tomaram a primeira dose”, alerta Charbell. O Secretário de Saúde, Paulo Hirano, concluiu o encontro reforçando a necessidade de continuidade da vacinação pelas pessoas e do controle de ambientes para exigência de pelo menos duas doses para ingresso.

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