CNJ pune ex-juiz de Miracema investigado por suspeita de assédio sexual e moral

Em 2019, o magistrado Glicério de Angiólis Silva já tinha sido afastado do cargo por ordem do Conselho. Entretanto, voltou ao trabalho no mesmo ano por determinação do Supremo Tribunal Federal.

Investigado em procedimento administrativo disciplinar por assédio sexual e moral, o juiz Glicério de Angiólis Silva, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), foi punido de novo na terça-feira (15), pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em 2019, o magistrado já tinha sido afastado do cargo por ordem do Conselho. Entretanto, voltou ao trabalho no mesmo ano por determinação do Supremo Tribunal Federal. Ainda assim, o procedimento disciplinar seguiu e, na terça, o Conselho decidiu novamente afastar o juiz das atividades.

A decisão impõe a Angiólis a pena de “disponibilidade” – é a segunda sanção mais grave prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), antes da aposentadoria obrigatória.

O afastamento deverá ser por 2 anos e, mesmo sem trabalhar, o juiz ainda deverá receber salário proporcional ao tempo de serviço.

Em 2015, Glicério Angiólis Silva foi alvo de denúncias de assédio moral e sexual a servidores e estagiárias no fórum de Miracema (RJ) – onde atuava.

A conselheira Iracema Vale, então relatora do caso, registrou que uma estagiária do juiz afirmou que ele a beijava no rosto, a chamava para sair e pedia fotos dela usando biquíni.

Segundo Vale, “[o juiz] pratica permanentemente assédio sexual contra as estagiárias que se veem sob constante ameaça”.

Além disso, a conselheira também indicou que alguns servidores foram obrigados a ficar no fórum até as 23h para “reorganizar armários, sem qualquer fundamento emergencial”.

“Da mesma forma, deixa servidores sem almoço, pois exige providências infundadas e motivadas sempre por urgências desnecessárias. Muitos servidores estão vivendo à base de calmantes e ansiolíticos”, acrescentou Vale.

Com informações: G1

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