Educação paduana: fênix que ainda adormece

Foto Capa: Reprodução/TV Mirante

A Educação paduana em tempos outrora sempre foi referência em educação no Noroeste Fluminense pela qualidade de ensino e democracia vivenciadas pelos profissionais de educação. Falar em educação paduana não tem como citar a grande mestra   Secretária Municipal de Educação e Cultura Professora Vera Kezen  Camilo Jorge que como secretária de educação alavancou a educação paduana levando o nome de nosso município a todo território nacional e também em solos internacionais, investiu tanto na qualidade de ensino quanto na capacitação de seus professores  e estrutura  das  unidades  escolares.   Uma marca desta gestão foi a democracia que era dada aos seus professores.

Após seus longos anos como mola mestra da educação paduana, era revigorante ser professor na rede, o professor tinha liberdade para se organizar e planejar mediante a realidade da qual seus alunos estavam inseridos.  Como nossa cidade a política tira os capacitados para atender os acordos políticos, nossa rede iniciou um processo de desvalorização do professor em um aspecto global, e a partir daí a saúde da educação paduana começa a adoecer. A rede que possui maioria de seus professores efetivos com cursos superiores e especializações, conta com professores capacitados e competentes que mesmo sem nenhum estimulo continuou a exercer seu trabalho com excelência. Durante a pandemia se reinventaram e estão demonstrando de modo árduo e competente seus trabalhos em suas aulas remotas, não deixando a qualidade de seu trabalho diminuir.  E mesmo sem estrutura ou incentivo investiram em equipamentos   celulares, internet entre outros para continuar a fornecer uma educação de qualidade aos as crianças paduana.

Após estes anos escuros, acreditava-se que a educação paduana iria ressurgir das cinzas como uma fênix e voltar ao anos de glória mas até o momento o que temos é uma educação opressora e ditadora que não respeita a liberdade e metodologia dos seus profissionais que de fato fazem a educação deste município acontecer.  Obrigando os professores a utilizarem um site que poucos tem acesso e facilidade de usar, com atividades   que muitas das  vezes  não condiz  com a realidade que o aluno  está inserido, vale ressaltar  que Libâneo (2005) cita, o planejamento escolar ou planejamento da escola diz respeito à atividade de previsão da ação a ser realizada,  implicando definição de necessidades a atender, objetivos a atingir dentro das possibilidades, procedimentos e recursos a ser empregados, o tempo de execução e as formas de avaliação. O planejamento, portanto, “deve ser concebido, assumido e vivenciado no cotidiano da prática social docente, como um processo de reflexão” e como querer planejar para todos professores sem levar em conta a realidade de cada unidade escolar?  Será que apenas ofertar a “folhinha “dada pela unidade escolar é o suficiente? Como e quando o professor irá planejar suas aulas sem acesso prévio as atividades?

É notório que a educação paduana ainda vai continuar  adormecida pois ainda é tratada apenas como meio de oprimir e punir os professores, não oferecendo nenhuma estrutura para que eles possam continuar a desempenhar um trabalho de qualidade como vem fazendo, para oferecer esta educação são eles , os próprios que tem que buscarem meios de trabalhar. Até quando isso vai acontecer, é preciso que a educação paduana volte a glória, para isso é preciso que a verdadeira mola mestra que faz a educação acontecer: os professores, tenham liberdade para simplesmente serem professores.

  É oportuno sempre levantar pontos para reflexão quando se analisam estatísticas, como o Ideb, cujas metas são apenas referência para o mínimo aceitável em qualidade de ensino. Ou seja, a precária formação básica levará ao ensino superior um grande contingente de alunos despreparados para tirar o máximo proveito dessa etapa dos estudos e frustrará muitos deles, quando chegarem a um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e exigente. Isso, sem falar em quanto o município perderá com tantas gerações vítimas de um sistema falido de educação, que deveria ser a prioridade das prioridades num país que sonha em se alçar ao grupo das nações desenvolvidas.

Colunista: Professor Claudevan Silva

Professor da Rede Municipal , Licenciado em Pedagogia pela ISE Pádua, Licenciado em História pela UNIFACVEST, Pós Graduado em Psicopedagogia pela UNIVERSO, Pos graduado em Artes Visuais pela Faculdade São Luís, Pós graduado em Ensino da História pela UCAM.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *