Faperj anuncia mais 32 propostas aprovadas para combate à pandemia pelo novo coronavírus

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) anunciou mais R$ 6,2 milhões para o combate da covid-19 na última semana. O presidente da instituição, Jerson Lima Silva, destaca a importância do investimento de um total de R$ 29,6 milhões, feito por intermédio de três editais para o enfrentamento da doença no Estado do Rio de Janeiro.

Ele ressalta que, além destas chamadas, a Faperj investiu, neste ano, R$ 11,1 milhões em auxílios nas Redes de Pesquisa em Saúde, todas voltadas parcial ou integralmente ao estudo da covid-19, bem como no apoio a bolsas deste programa e da Rede de Pesquisa em Vírus Emergentes e Reemergentes.
– Os investimentos totais dessas ações para o combate direto à pandemia do novo coronavírus somam cerca de 50 milhões, diz Lima Silva.

Neste último edital, foram contemplados projetos da Fundação Oswaldo Cruz, da PUC-Rio, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Universidade Estadual do Norte Fluminense, Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e Instituto Nacional de Câncer.


As pesquisas abordam desde a infecção do SARS-CoV-2 em animais silvestres e domésticos de uma área da Mata Atlântica do Rio de Janeiro; a busca de inovação diagnóstica, de vacinas e de alvos para terapia contra covid-19; a associação da infecção pelo novo coronavírus e outras doenças como HIV e hanseníase, além da investigação da neurodegeneração e problemas cardíacos gerados pela infecção; produção de modelos animais geneticamente modificados para o estudo do vírus; e produção de substratos têxteis para a proteção da saúde. 


O presidente da Faperj ressalta que a maior parte dos pesquisadores contemplados nas chamadas anteriores de combate à pandemia já receberam os recursos financeiros para as ações de enfrentamento da doença. 
– A chamada, lançada em agosto de 2020, dá oportunidade a outros pesquisadores fluminenses de se juntarem a este esforço científico e tecnológico, necessário frente a um agravo desta magnitude a vida humana, em todos os seus sentidos, de saúde, econômico, produtivo, além do prejuízo a educação de crianças e jovens – afirma Lima Silva.


Na primeira ação emergencial foram investidos R$ 8,9 milhões no financiamento a 36 propostas na Chamada B, apoiando pesquisadores com projetos contemplados e vinculados a instituições fluminenses, quase todas integralmente pagas.

Na Chamada C, outros R$ 14,5 milhões, incluindo bolsas e auxílios, foram destinados à formação de seis redes de pesquisa dedicadas ao controle da epidemia, sendo uma para o diagnóstico molecular e sorológico, outra para a adequação e melhoria das instalações de laboratórios no Estado, uma terceira para estudos clínicos prospectivos colaborativos em covid-19, e também uma rede de epidemiologia da infecção. Recursos ainda foram investidos em startups, micro, pequenas e médias empresas sediadas no Estado, sempre com foco no combate à pandemia.

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