Jamais renunciarei disse Witzel em vespera de votação de impeachment

votação do impeachment do governador afastado Wilson Witzel só acontece amanhã na Alerj, mas a chance quase nula de um resultado favorável ao ex-juiz já faz os deputados se movimentarem para a escolha dos representantes da Casa na comissão mista de julgamento, que conduz a próxima fase do processo. Esse grupo, com cinco deputados escolhidos pela Alerj e cinco desembargadores sorteados entre os 180 do Tribunal de Justiça do Rio, será formado se no mínimo dois terços dos deputados (47) decidirem pelo prosseguimento da denúncia. Segundo lideranças, o placar deve ser atingido com folga.

Para definir como serão escolhidos os nomes na comissão mista, que é conduzida pelo presidente do TJ-RJ, os líderes partidários se reúnem hoje às 13h. Ainda há dúvidas na Casa se a formação se daria por indicação das bancadas, com vagas proporcionais, ou por candidaturas avulsas. A tendência é que seja seguido o segundo modelo. Líder informal da bancada de oito deputados bolsonaristas, Anderson Moraes (PSL) diz que o grupo deve indicar um nome.

— Se for indicação do partido, dificilmente teremos um nome nosso pelo PSL. Mas sendo candidatura avulsa, com certeza colocaremos um nome para disputar uma vaga — diz.

Relator da comissão especial que investiga os gastos do estado no combate à pandemia de Covid-19, o deputado Renan Ferreirinha (PSB) também pretende concorrer a uma vaga.

— Estou imerso nas investigações há quatro meses, e como estou concluindo o relatório da Covid, poderia me dedicar a esse trabalho intenso — diz.

No último fim de semana circulou entre os deputados a informação sobre uma possível renúncia de Witzel antes da votação na Alerj. Deputados chegaram a afirmar em redes sociais que seria uma tentativa do ex-juiz de preservar os direitos políticos. Em resposta, o governador afastado divulgou nota no fim da tarde de ontem, dizendo que jamais renunciará. “Politicamente, a minha história está apenas começando. Lutarei pelo estado do Rio de Janeiro e pela democracia. Juridicamente, minha absolvição e meu retorno imediato ao cargo no qual o povo me colocou é o único caminho possível”, diz um trecho da nota.

Apesar do cenário desfavorável, o governador afastado pretende fazer uma defesa presencial no plenário da Alerj amanhã. Ele poderá falar após os deputados, antes da abertura da votação, que será aberta.

Em seu Twitter Witzel disse que jamais irá renunciar e que sua carreira política está apenas começando.

Fonte: EXTRA

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